Exercícios Físicos são aliados na Prevenção e no Tratamento do Câncer de Próstata



A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão muito pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos e considerando ambos os sexos é o quarto tipo mais comum e o segundo mais incidente entre os homens. A taxa de incidência é maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.
Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.
Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.
Estimativa de novos casos: 61.200 (2016 - INCA)
Número de mortes: 13.772 (2013 - SIM)
Outros fatores importantes na etiologia desse tipo de câncer são a dieta e obesidade. Dietas com base em gordura animal, carne vermelha, embutidos e cálcio têm sido associadas ao aumento no risco de desenvolver câncer de próstata.
Felizmente, com o diagnóstico precoce (PSA e toque retal) e com o tratamento oportuno, a maioria dos casos tem um ótimo prognóstico, com até 80% de sobrevida para os indivíduos diagnosticados com a doença.
Uma excelente notícia é que evidências crescentes apontam que a atividade física regular está inversamente relacionada ao desenvolvimento do câncer de próstata. Além do papel na prevenção, os homens que adotaram um programa de exercício durante o tratamento e após a “remissão” da doença tem a sobrevida aumentada, diminuem a taxa de reincidência e ainda obtiveram inúmeros benefícios associados, com destaque para:

1- Controle do peso e/ou prevenção do ganho de gordura corporal.

2- Aumento da força muscular e manutenção ou ganho da massa muscular mesmo com a terapia de privação de Androgênio (testosterona) e radioterapia.

3- Melhora do equilíbrio, densidade mineral óssea e fratura por quedas.

4- Restabelecimento e melhoria na função mictória (incontinência urinária) e sexual.

5- Redução da ansiedade, e melhoria da autoestima e convivência social.

6- Melhora da qualidade de vida através do aumento na capacidade de realizar as atividades funcionais diárias e de lazer.


É importante entender que durante o tratamento e após o tratamento a colocação de exercícios e atividades físicas são aliados, todavia para alcançar estes benefícios é importante acumular 3-5 x 20-60 min de atividade aeróbia moderada como caminhada, bicicleta ou outros exercícios aeróbicos. Segundo o ACSM (Colégio Americano de Medicina do Esporte) e a ACA (Associação Americana de Câncer) somar ainda o treinamento da força na musculação de 2 a 3 vezes por semana e a prática de outras modalidades como ginástica, yoga, pilates e alongamento com intensidades leves e moderados é amplamente indicado, porém analisar caso a caso para fazer as melhores e mais seguras escolhas é o caminho.
Para homens que estão sem o diagnóstico deste tipo de câncer ou outro, fazer exercício com certeza é um aliado ideal para saúde. E sempre consultar seu médico para ter o cuidado com a análise de sua saúde é o mais indicado.
Desta forma, aliar consultas periódicas e exercícios se torna um aliado para a saúde.
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